Glossário de A – B

Bug

Glossário Gamer

18/09/2020

Se você joga jogos digitais, especialmente se os compra logo no lançamento, já deve ter se deparado com diversos bugs. Mas o que eles são, exatamente?

Um bug nada mais é do que um erro, uma falha, um comportamento inesperado. Conta-se que o termo “bug” surgiu quando os computadores ainda eram imensos, tinham o tamanho de um armário e possuíam diversas válvulas e cabos. Neste contexto, era possível que insetos – bugs – literalmente entrassem dentro do computador e causassem danos físicos a eles, resultando em erros.           

 O termo acabou se popularizando e é utilizado até hoje quando um computador trava ou, ao menos, reage aos comandos de forma errática. No contexto dos games – dada a complexidade cada vez maior de um jogo digital – bugs são praticamente inevitáveis, principalmente nos “Triple A”.

Na verdade, é interessante que desde os primórdios dos jogos digitais os bugs estão presentes. Em Space Invaders, de 1978, por exemplo, o jogador controla uma nave que tem de atirar e acertar em todos os aliens que estão na tela antes que eles cheguem até você. Quanto mais você os mata, porém, mais rápido eles se movem, aumentando a dificuldade do jogo. Curiosamente, isso não foi pensado! Esse aumento gradual na dificuldade foi um bug que ocorreu porque o hardware da época não tinha a capacidade de processar todos os inimigos na velocidade que o Tomohiro Nishikado – criador do jogo – havia planejado e, quando os aliens iam morrendo,  capacidade de processamento ia sendo liberada, fazendo com que eles pudessem se mover mais rapidamente. Isso deu ideia à curva de dificuldade.

Space Invaders: veja a lista com curiosidades e polêmicas do jogo ...

Apesar disso, é evidente que nem todo bug acaba “ajudando” no game play. Bugs podem, também, arruinar lançamentos aguardados. Exemplos não faltam. Entre os mais recentes temos Fallout 76, da Bethesda, que, em seu lançamento, veio com tantos erros que fez com que  empresa vir a público pedir desculpas.

É claro que há sempre um meio termo. Um bug não vai, necessariamente melhorar ou estragar um jogo. Um Non-Playable Character (NPC) travado, andando em direção a uma parede sem parar não costuma estragar a experiência do jogador, mas um bug que faça com que o jogo trave toda hora e não deixe o jogador jogar por muito tempo acaba causando frustração, tirando-o do cículo mágico (BAUMGARTNER, 2017).

É interessante, para finalizar, que há casos, também, em que um bug pode acabar chamando a atenção dos fãs do jogo e, ao invés da desenvolvedora corrigi-lo, ela acaba inserindo-o na história. Em Dragon Age: Inquisition, é possível achar um NPC – Krem – sentado em uma taverna. Toda vez que ele se levanta e senta novamente ele o faz de uma forma um tanto peculiar: ele primeiro senta no encosto da cadeira, com os pés no assento, para, só depois, corrigir a postura e sentar da forma correta.

Isso acabou viralizando entre os fãs, de tal forma que a Bioware resolveu dar uma explicação para isso em uma DLC: Kremer fazia esse ritual para se sentar porque desta forma conseguiria observar a barda da taverna, por quem ele era apaixonado. Isso é demonstrado neste vídeo (em inglês)

Mini-CV

Lucas Baumgartner é mestre em Comunicação e Práticas de Consumo e bacharel em Publicidade e propaganda pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-SP). Lattes: http://lattes.cnpq.br/3238575774858345.

E-mail: lucas.pb@protonmail.com

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe com seus amigos