PC ou Console: o que motiva a escolha dos jogadores?

02/04/2025
POR
Carlos Silva
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O que você vai ver neste artigo:

PC ou Console, eis a questão.

Difícil encontrar um gamer que nunca tenha virado a noite pesquisando pela melhor opção, conversado com amigos defensores de ambos os formatos, ou contabilizado o orçamento disponível para adquirir os hardwares necessários de cada lado.

No fim do dia, tudo isso importa. Pesquisas, referências e economia entram na balança de fatores que precisam ser considerados quando se adquire um equipamento novo — seja ele um simples notebook ou um console de última linha.

E não é porque você ganhou na loteria que vai poder investir no equipamento mais caro sem se preocupar com dores de cabeça futuras. Nem todo hardware, por mais popular que ele seja, vai suprir suas necessidades se elas forem específicas.

Mas você também não precisa passar a madrugada pesquisando. Vem que a gente te ajuda.

A eterna batalha entre PC e console

Apesar de não ser mais antiga do que a batalha Marvel vs DC, a disputa entre PC e console existe desde suas respectivas origens na indústria dos games.

Antigamente o “personal computer” era considerada a plataforma do gamer hardcore, já que oferecia mais opções de personalização e desempenho. Em contrapartida, o console se destacava pelo uso mais simplificado e jogos majoritariamente casuais.

É óbvio que esse não é mais o caso. Hoje, não só temos uma variedade maior de jogos para PC como temos empresas de hardware voltadas para a criação de equipamentos “game-friendly”, ou seja, computadores e até notebooks com softwares, drivers e demais softwares voltados para adicionar à experiência do jogo.

Já os consoles evoluíram tanto que se tornaram máquinas parrudas de dentro para fora, capazes não só de rodar jogos com gráficos de alta qualidade como assistir a filmes, séries e demais obras através de streamings gratuitos e pagos. Que jogador de console dos anos 90 imaginaria que chegaríamos a esse nível?

No fim das contas, a escolha entre PC e console sempre dependeu de fatores como orçamento, preferências de jogos, e a importância da personalização e modulação.

O que a PGB diz sobre a opção por PC ou console?

Eles não estão tão distantes no quesito preferência.

Segundo a Pesquisa Game Brasil, a plataforma mais utilizada pelo jogador brasileiro é o smartphone (48,8%). Só isso já deixa claro que o acesso, a praticidade e a democratização do aparelho telefônico são fatores-chave na preferência.

Em contrapartida, os fatores nostalgia, popularidade e comunidade ainda movem os mais aficcionados: enquanto 14,8% dos gamers preferem o computador, 21,7% preferem os consoles. E quais empresas vêm em mente quando pensamos na indústria de jogos?

Elas mesmas: PlayStation, Xbox e Nintendo, não coincidentemente as mesmas que fabricam os principais consoles da atualidade.

Apesar da preferência e do apego sócio-emocional, em se tratar do consumo diário, 14,3% dizem jogar no PC todos os dias, enquanto esse número cai para quem diz jogar 7×7 no console (12,9%).

Nesse caso, vale salientar que preferência nem sempre equivale a acesso — e que por mais que eu prefira viajar de carro, por exemplo, não significa que eu não precise recorrer ao ônibus por questões financeiras.

Que tal ver esses dados e análises de perto? Baixe a edição gratuita da pesquisa aqui.

O que influencia na escolha por PC ou console?

Ok, falamos sobre acesso e dinheiro, mas o que mais influencia na escolha além do que nos afeta economicamente falando?

Existem necessidades bastante específicas que variam de gamer para gamer, ou até mesmo de jogo para jogo, a depender dos títulos que você mais costuma jogar. Alguns demandam maior desempenho, seja ele gráfico ou de performance. Outros querem obter acesso a títulos exclusivos de certas plataformas.

Nesse último caso, a resposta tende até a ser mais direta, mas vale considerar fatores como os que trouxemos abaixo:

Desempenho gráfico

Não adianta, não existe resposta direta nessa questão. A escolha entre PC e console vai depender das preferências individuais de cada jogador, então elas devem ser consideradas com relação a característica predominante de cada plataforma.

PCs são modulares por natureza. Isso amplia as possibilidades de personalização e atualização de componentes específicos — algo que, para quem consegue montar um set-up parrudo e completo, viabiliza um potencial gráfico quase ilimitado.

Consoles possuem hardware fixo, característica inicialmente limitante no quesito desempenho gráfico. Aqui, o nível é pré-determinado, o que seria algo ruim se os consoles da nova geração já não oferecem gráficos bons e otimizados. Vemos isso principalmente em jogos exclusivos, que tendem a ser trabalhados já pensados para essa plataforma.

Custo-benefício

Mas não é só de jogos que o gamer vive, e equilibrar gastos cotidianos com gastos em hardware é prioridade para muitos. Ao considerar o custo-benefício, você precisará colocar todos os outros tópicos em check.

O quão interessado você está em montar um set-up completo? Quão importante é estar à frente no quesito qualidade de gráficos e quantidade de jogos salvos? Um notebook seria o suficiente para atender suas expectativas?

Se essa última resposta for sim, tratando-se de custo-benefício, não há dúvidas. Modelos intermediários para gamers casuais custam, em média, entre R$ 2.500,00 a R$ 5.000,00. Já um console de penúltima geração custa em torno de R$ 1.500,00 a R$ 3.000,00 para dispositivos nunca utilizados.

Comprar um console de segunda mão pode até sair bem mais barato do que um notebook bacana, mas lembre-se de que o notebook trará mais funcionalidades (e capacidade de expansão).

Enquanto isso, gamers mais hardcore vão preferir consoles de última geração e PCs completos. Prepare o bolso, pois estes saem na média de R$ 2.000,00 a R$ 7.000,00 reais (console) e de R$ 3.000,00 até mais de R$ 10.000,00 (PC completo).

Jogos exclusivos

Coloque os emuladores de lado. Existem muitos jogos disponíveis apenas em plataformas específicas — isso sem contar streamings e demais acessos em nuvem. Nesse caso, se você tiver uma lista de desejos inflexível, ou apreço por títulos mais limitados, vale investir na plataforma que atende seus requisitos.

Isso, é claro, sem falar nas suas preferências e apego por certas marcas.

Games exclusivos para consoles

Alguns jogos já são desenvolvidos para seus respectivos consoles. Esse é o caso de “The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom”, lançado apenas para Nintendo Switch. “Super Mario Odyssey”, “Animal Crossing: New Horizons” e “Pikmin 4” são outros exemplos presentes (de maneira legal) apenas no console da Nintendo.

Já a exclusividade para usuários de XBox geralmente também significa acesso para PC gamers que utilizam Microsoft Windows. Alguns títulos que se encaixam nessa categoria são “Senua’s Saga: Hellblade II”, “Starfield”, “Halo 3”, “Forza Motorsport”, entre outros.

O mesmo acontece com a PlayStation. Através de sua linha de consoles (ou de um PC com Microsoft Windows), você será capaz de acessar jogos como “Marvel’s Spider-Man 2”, “God Of War Ragnarök”, “The Last of Us Part I”, “Horizon Forbidden West”, e lá vai pedrada.

Percebe-se que, no quesito acesso a certos títulos, o computador com o sistema Windows leva vantagem.

Diversidade e mods da comunidade em jogos de PC

A diversidade e os mods da comunidade de jogos de PC sempre foram referência na indústria de jogos, mas principalmente no público gamer como um todo.

Ao longo dos anos, essa colaboração entre desenvolvedores e jogadores transformou a experiência de muitos, abrindo espaço inclusive para uma oficialização dessa parceria, como visto em títulos como Fortnite.

Inicialmente, mods eram criados para corrigir bugs ou adicionar customizações pequenas, por vezes até aleatórias. Com o tempo (e acesso a novas tecnologias), mods que transformam completamente a jogabilidade, a estética e até mesmo a narrativa dos jogos começaram a nascer.

Hoje, mods coexistem com diversos jogos de gêneros diferentes, representando a força (e a diversidade) do PC ao se tratar de games. Taí mais um fator para você considerar na hora de adquirir seu hardware.

Experiência de jogo

A experiência de jogo em PCs e consoles evoluiu muito ao longo dos anos, isso para ambas as plataformas. Não há como negar a imersão e o realismo transmitido atualmente, principalmente em comparação à tecnologia de 10 anos atrás.

No passado, os PCs eram sinônimo de maior personalização e opção de mods, enquanto os consoles ofereciam experiências mais padronizadas e focadas no multiplayer local.

Hoje, os PCs continuam a oferecer mais flexibilidade, com hardware personalizável e uma vasta biblioteca de jogos, mas os consoles também se tornaram plataformas robustas, capazes de rodar jogos com gráficos de alta qualidade e demais serviços online.

A experiência de jogo em ambas as plataformas é muito boa, principalmente quando se tratam de hardwares de última geração, então sua escolha dependerá unicamente de suas preferências como listamos até agora.

Facilidade e praticidade

Esse é o ponto que mais dói em usuários de qualquer plataforma. Facilidade e praticidade sempre vai depender do tempo de carregamento e eficiência do hardware escolhido. Um computador que demora muito para iniciar não terá a mesma praticidade que um console que inicia em 20 segundos.

Por outro lado, se falarmos sobre a praticidade da locomoção, um Switch será, sim, melhor de se carregar por aí do que um notebook completo. Se você viaja muito e quer jogar seus jogos favoritos durante o percurso, o console talvez te satisfaça mais.

Fora isso, também é bem mais fácil empacotar um simples console a um set-up de PC inteiro. Seria como comparar o transporte de uma guitarra a uma bateria acústica, por exemplo. Vai da preferência (e da disposição) de cada um.

A influência da nostalgia

Ah, mas quem não se lembra da chegada dos consoles no Brasil? Ou dos encontros para batalhas em Lan House? Tirando os arcades, que são mais antigos ainda, muito se fala da nostalgia dos anos 90 e 2000, quando ter um console e um computador em casa era o sonho de qualquer jovem vidrado em tecnologia.

Essa nostalgia, vivíssima nos dias de hoje, é alimentada por diversos fatores, como a evolução tecnológica que torna os jogos mais realistas, a dificuldade em encontrar tempo para jogar com a mesma frequência de antes e a sensação de que certos jogos precisam ser experienciados apenas em X plataforma, como o Street Fighter está para o arcade e o Mario Kart para o console.

Nesse caso, ambas as plataformas saem ganhando novamente. Era bem mais comum ter um computador em casa quando se era criança e vivia com os pais, que também necessitavam de um PC para trabalhar.

Mas felizes eram aqueles que tinham seus consoles particulares e jogavam por horas a fio com os amigos depois da escola.

Afinal, qual é melhor: PC ou Console?

O melhor é aquele que serve para você. Pode até parecer piegas, mas não há uma escolha óbvia e sem vieses quando ambas as plataformas continuam a entregar tanto do lado tecnológico da coisa.

Ambos são passíveis de críticas, e ambos oferecem experiências incríveis se complementados pelos hardwares (e softwares) certos.

Por fim, com essa lista em mãos, anote todos os pontos que mais importam para você de cada lado e faça a análise por conta própria. De qualquer forma, prepare-se para ficar horas a fio se divertindo em seus títulos favoritos.

Nos vemos no próximo artigo 😉

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